Os cupins são também chamados de térmitas, formigas brancas, siriris ou aleluias. São insetos sociais que vivem em colônias podendo chegar a milhões de indivíduos que se dividem basicamente em três castas: alado, soldado e operário. A fonte alimentar básica dos cupins são os materiais celulósicos e ligno celulósicos sob diferentes formas.

Os cupins encontraram junto ao homem um ambiente repleto de alimentos e livre de inimigos naturais, infestando assim nossas moradias e causando prejuízos na ordem de milhões de reais ao ano.

Duas categorias de cupins que são consideradas pragas urbanas são conhecidas como "cupins de madeira seca" e "cupins subterrâneos".

   
Cupim de Madeira Seca

Cupim de Madeira Seca

Nas áreas urbanas, o Cryptotermes é o gênero de maior interesse econômico e o Cryptotermes brevis é a espécie mais comum no sudeste do Brasil. Tem seu ataque restrito às peças que consome como alimento. Reveste-se de particular importância, por ser grande apreciador de construções históricas e museus. São independentes de qualquer contato com o solo não necessitando de uma fonte externa de umidade.

   
Cupim Subterrâneo

Cupim Subterrâneo

Os gêneros Coptotermes, Heterotermes e Nasutitermes são os que tem maior importância na economia e o Coptotermes gestroi é a espécie de maior incidência nas áreas urbanas do sudeste do país. Formam seus ninhos sob a superfície da terra ou em outro local seguro e abrigado (caixões perdidos, porões, forros), necessitando sempre de uma fonte abundante de umidade. Em sua busca por alimentos, os operários saem dos ninhos escavando galerias pelo solo e ao avançar em ambiente aberto constroem túneis de proteção contra a luz e dessecação, agregando partículas do solo e fezes. Desta maneira, os cupins alcançam e danificam madeiras há dezenas de metros de distância. Ao infestar uma edificação, os cupins de solo vão se utilizar de fendas e orifícios para alcançar o alimento, penetrando assim por juntas de dilatação, ao redor de dutos e por rachaduras. Após penetrar nas instalações vão se deslocar via rodapés, batentes, divisórias, lambris, conduítes de eletricidade e por trás de azulejos e lajotas. Uma vez instalados vão atacar com voracidade todo alimento disponível, aumentando progressivamente o tamanho da colônia.