Pragas

Biologia das Pragas

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Aranhas

São encontradas nos mais variados locais. Todas as espécies produzem veneno, que é indispensável para caça e digestão do alimento, assim, são carnívoras, se alimentam de insetos e pequenos invertebrados.

Os danos provocados pelos acidentes com aranhas geralmente não são graves. Os casos mais graves são provocados pelas aranhas marrom em locais como: pilhas de tijolos, telhas, beira de barrancos, nas residências, atrás de móveis, cortinas e eventualmente nas roupas.

Não acumule entulhos, folhas secas, lixo domé;stico e material de construção nas proximidades das casas. Evite a proliferação de insetos, principalmente baratas que servem de alimento. Mantenha jardins e quintais limpos e utilize calçados e luvas de raspa de couro para evitar acidentes quando for caminhar ou manusear algo no mato, em entulhos, folhas secas e material de construção.

Baratas

Créditos da foto: darkday.
via VisualHunt / CC BY

Periplaneta americana: a maior barata entre as espécies domésticas recebe vários nomes populares e regionais, dos quais os mais comuns são barata voadora e barata de esgoto. Com coloração castanho escura avermelhada, e em sua forma jovem, possui um tom de marrom pálido. Pode ser encontrada dentro de residências, em cozinhas e banheiros e rede de esgoto. Ocorrem também em caixas de gordura, reservatórios de água, quadros de energia elétrica e telefonia. Prefere ambientes escuros, com pouca perturbação e ventilação. Esta espécie pode voar distâncias curtas, em especial durante os períodos mais quentes, preferindo temperaturas entre 30-33ºC. Tem o péssimo hábito de terminar seu alegre passeio aéreo na cabeça, no pescoço ou nos braços das pessoas!

Blatella germanica: a popularmente chamada alemanzinha que no Brasil recebe outros nomes como "francesinha" ou ainda "paulistinha", é campeã de proliferação e frequentadora das melhores cozinhas e mesas de todo o mundo. Tem hábitos noturnos e costuma esconder-se em lugares próximos à fonte de alimento e umidade, o que faz da cozinha seu lugar preferido. Atenção: Elas adoram cerveja e leite.

Carrapatos

Créditos da foto: ThreeIfByBike.
via VisualHunt / CC BY-SA

São conhecidas cerca de 800 espécies de carrapatos em todo o mundo parasitando mamíferos, aves, répteis ou anfíbios. Atuam como vetores de microrganismos patogênicos incluindo bactérias, protozoários e vírus. Os danos causados aos animais são determinados pela perda de sangue e transmissão de doenças.

Cupins

Os cupins são também chamados de térmitas, formigas brancas, siriris ou aleluias. São insetos sociais que vivem em colônias podendo chegar a milhões de indivíduos que se dividem basicamente em três castas: alado, soldado e operário. A fonte alimentar básica dos cupins são os materiais celulósicos e ligno celulósicos sob diferentes formas.

Os cupins encontraram junto ao homem um ambiente repleto de alimentos e livre de inimigos naturais, infestando assim nossas moradias e causando prejuízos na ordem de milhões de reais ao ano.

Duas categorias de cupins que são consideradas pragas urbanas são conhecidas como "cupins de madeira seca" e "cupins subterrâneos".

Cupim de Madeira Seca

Nas áreas urbanas, o Cryptotermes é o gênero de maior interesse econômico e o Cryptotermes brevis é a espécie mais comum no sudeste do Brasil. Tem seu ataque restrito às peças que consome como alimento. Reveste-se de particular importância, por ser grande apreciador de construções históricas e museus. São independentes de qualquer contato com o solo não necessitando de uma fonte externa de umidade.

Cupim Subterrâneo

Os gêneros Coptotermes, Heterotermes e Nasutitermes são os que tem maior importância na economia e o Coptotermes gestroi é a espécie de maior incidência nas áreas urbanas do sudeste do país.

Formam seus ninhos sob a superfície da terra ou em outro local seguro e abrigado (caixões perdidos, porões, forros), necessitando sempre de uma fonte abundante de umidade. Em sua busca por alimentos, os operários saem dos ninhos escavando galerias pelo solo e ao avançar em ambiente aberto constroem túneis de proteção contra a luz e dessecação, agregando partículas do solo e fezes. Desta maneira, os cupins alcançam e danificam madeiras há dezenas de metros de distância.

Ao infestar uma edificação, os cupins de solo vão se utilizar de fendas e orifícios para alcançar o alimento, penetrando assim por juntas de dilatação, ao redor de dutos e por rachaduras. Após penetrar nas instalações vão se deslocar via rodapés, batentes, divisórias, lambris, conduítes de eletricidade e por trás de azulejos e lajotas. Os cupins não se alimentam de concreto, apesar de serem encontrados nos locais descritos anteriormente. Uma vez instalados vão atacar com voracidade todo alimento disponível, aumentando progressivamente o tamanho da colônia.

Escorpiões

Créditos da foto: via VisualHunt

Os escorpiões são animais terrestres, carnívoros e de hábitos noturnos. Procuram locais quentes, úmidos e escuros para se abrigarem. Em regiões urbanas são encontrados facilmente atrás de vasos sanitários, junto a roupas, atrás de batentes de portas, tacos soltos, dentro de sapatos, sob pedras e entulhos etc.
Das espécies conhecidas, apenas 25 podem causar acidentes com óbitos. Nos acidentes com as picadas, o escorpião amarelo é o responsável pelos casos mais graves. Essas picadas são muito doloridas e podem provocar diversos sintomas, sendo letais em alguns casos, principalmente em crianças abaixo de 7 anos.

Formigas

Créditos da foto: via VisualHunt

As formigas são insetos sociais. Vivem em colônias que variam em tamanho, podendo ser formadas por algumas dezenas até muitos milhares de indivíduos. A maioria constroi seu ninho no chão, conhecido como formigueiro. No interior de cada ninho podemos encontrar uma rainha (ou mais), machos (em um determinado período do ano) e operárias (podem ser de vários tamanhos, as maiores são os soldados). Todas as operárias e os soldados, inclusive, são fêmeas incapazes de se reproduzirem. Essa função é exclusiva da rainha.

Em áreas urbanas, as formigas ocorrem dentro de nossas residências. Podem ficar em frestas de azulejos, buracos em batentes, dentro de aparelhos eletrodomésticos e até mesmo em fiações elétricas. Normalmente são encontradas na cozinha e no banheiro. Nesses locais elas podem encontrar alimento água e abrigo e, portanto, são locais atraentes. Sua dieta é muito variada. A maioria é onívora, isto é, consomem todos os tipos de alimentos, seja doce, óleo, restos de insetos mortos, frutas, etc.

Merecem muita atenção quando ocorrem em ambientes hospitalares, pela sua capacidade em transportar fungos e bactérias em seu corpo.

Morcegos

Créditos da foto: Panegyrics of Granovetter
via Visual hunt / CC BY-SA

Os morcegos são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, devido à transformação de seus braços em asas. Geralmente são considerados animais nocivos, sendo cercados por muitas lendas, geralmente associadas à sua aparência e hábito noturno.

Os morcegos ocorrem em quase todo o planeta, exceto em locais muito frios ou muito quentes e em algumas ilhas muito isoladas. Possuem hábitos crepusculares e noturnos, vivem em grupos e utilizam como abrigo cavernas, frestas em rochas, forros e sótãos, porões, edificações, folhagens e copa de árvores, construções abandonadas, vãos de dilatação de prédios, cisternas ou poços.

Seus hábitos alimentares variam conforme a espécie, assim existem os morcegos onívoros, frugívoros, nectarívoros ou polinívoros, folívoros, ranívoros, insetívoros, carnívoros, piscívoros e, finalmente, os hematófagos.

Ao contrário do que se pensa, a maioria dos morcegos são benéficos ao meio ambiente, pois ao se alimentarem, podem disseminar sementes, polinizar flores e controlar populações de insetos. Os morcegos que podem causar dano ao homem são os hematófagos, pois ao sugarem o sangue da presa, podem transmitir raiva. Geralmente, esses morcegos hematófagos atacam os animais domésticos, sendo raros os casos de ataque ao homem. Casos de ataque ao ser humano geralmente ocorrem por acidente, ou seja, quando tocado pelo homem e sentindo-se ameaçado, o morcego morde para se defender e, ao morder, transmite o vírus da raiva.

Moscas

Entre os insetos domésticos, a mosca é um dos que é levado menos a sério, apesar de ser uma ameaça à saúde humana, e transmitir diversas doenças. Sua alta capacidade de propagar doenças está ligada à rapidez espantosa com que se reproduz, à facilidade com que se desloca nos mais diversos ambientes e a sua constituição morfológica.

Possuem importância agrícola, médica e veterinária. Do ponto de vista médico, existem os mosquitos sugadores de sangue, que podem ser vetores de doenças como a malária, febre amarela, dengue, encefalite, filariose, etc. A mosca doméstica ao entrar em contato com alimentos, pode vir a transmitir tifo e disenterias, a mosquinha lambe-olhos transmite a conjuntivite. Outra mosca de grande importância, mas que não ocorre no Brasil, é a Tse-tsé, causadora da doença do sono. De importância veterinária, as moscas varejeiras, a mosca-do-berne e a mosca-do-chifre se destacam.

Para controle das moscas, são utilizados armadilhas luminosas, armadilhas de feromônio, cortina de ar nas entradas de acesso além do uso de inseticidas e são necessários cuidados de higiene, tais como não deixar lixo descoberto, eliminar fezes de animais domésticos, lavar periodicamente com desinfetante as latas de lixo, estábulos, pocilgas, canis, etc.

Mosquitos

Créditos da foto: via VisualHunt

Chamado também de pernilongo, muriçoca, carapaná, etc, conforme a região, pode ser responsável pela transmissão de sérias zoonoses como, por exemplo, o chikungunya, a febre amarela, o zika vírus, e a dengue.
Além de ser extremamente incômodo torna certas áreas de lazer ou de excelente potencial imobiliário, inviáveis em função das grandes populações de mosquitos que as infestam. Na cidade o principal tormento é causado pelo Culex pipiens, principalmente no verão.
A constante manutenção dos ambientes utilizando-se as medidas preventivas é a melhor forma de controle de mosquitos. Podem ser utilizados repelentes de mosquitos e, se for o caso, larvicidas.

Percevejos

Créditos da foto: AJC ajcann.wordpress.com
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São pequenos insetos de formato oval que medem cerca de 1 cm de comprimento. Possuem coloração castanha avermelhada, corpo achatado e sem asas. Alimentam-se de sangue humano, e como normalmente ficam escondidos durante o dia, picam as pessoas durante a noite. Os adultos, entretanto, conseguem viver um ano sem se alimentar. As camas são os locais mais comuns para esses insetos alojarem-se, alimentarem-se e depositarem seus ovos. Porém podem ser encontrados em poltronas, cadeiras estofadas, fendas nas paredes e molduras e pilhas de roupas.

Apesar de não transmitirem doenças, causam um grande desconforto ao homem. As picadas causam prurido, inchaço e inflamação, levando à irritação da pele. Com o passar do tempo, a exposição constante à saliva injetada pode resultar uma reação alérgica.

Alguns sinais de sua presença são: fezes com cor de ferrugem, restos de suas mudas nos lençóis e no colchão. Em casos de infestações sérias, um cheiro doce característico pode ser percebido no ambiente.

Pombos

Créditos da foto: via VisualHunt

Os pombos urbanos (Columba livia domestica), na maioria das vezes, são vistos como símbolo da paz, mas a realidade é bem outra se formos analisar os malefícios que podem causar. A preocupação com essas aves não se limita apenas aos riscos com doenças, mas também aos incômodos decorrentes das fezes impregnadas nas paredes, no carro, no quintal, nas roupas, entupimento de calhas, quebra de antenas, etc. Como suas fezes são ácidas provocam degradação da madeira e mancham superfícies metálicas.

Portanto algumas medidas para evitar a proliferação e a infestação dos pombos, e também as doenças que eles podem transmitir são: não alimentá-los, mantendo possíveis guarnições fora de seu acesso inclusive sobras de rações de animais domésticos; acondicionar o lixo em sacos plásticos; fechar buracos e frestas, principalmente sob o telhado; modificar a superfície de apoio dos beirais para uma inclinação de 60º, etc.

Manejo de Pombos

Utilização de barreiras físicas como espículas de aço inox e telas; aplicação de repelentes não tóxicos e fios tensionados, visando evitar o pouso e o estabelecimento de colônias e assegurando assim a defesa do patrimônio.

Pulgas

Créditos da foto: quinet
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Existem cerca de 2.500 espécies de pulgas em todo o mundo. São ectoparasitas de aves e, principalmente, mamíferos e causam bastante incômodo ao homem quando infestam o ambiente.

Alimentam-se do sangue do hospedeiro e, somente os adultos sugam o sangue. As larvas alimentam-se de sangue seco e resíduos em geral eliminado pelas pulgas adultas no ambiente. Uma pulga alimentada vive até 500 dias e sem alimento, até 125 dias. Preferem ambientes úmidos e não muito quentes.

Além do desconforto ao homem e seus animais domésticos, as pulgas também transmitem viroses, vermes e doenças causadas por bactérias (peste bubônica, tularemia e salmonelose), pois podem variar de hospedeiro. Podem ocorrer grandes infestações, pois as larvas escondem-se em locais protegidos da luz como frestas de assoalhos, sob almofadas de poltronas e sofás, bordas de colchões, base de tapetes e carpetes, etc.

Roedores

Créditos da foto: via VisualHunt

Os ratos atacam os produtos alimentícios em residências e comércio. Danificam fios, cabos elétricos e de telefone, podendo provocar incêndios. Estragam sacarias, roupas, livros, objetos de madeira etc. Também contaminam a água e suas pulgas podem atacar o homem, sendo assim, vetores de doenças como a peste bubônica, o tifo, a toxoplasmose, leptospirose, hantavirose, dentre outras (mais de 200 doenças).

Possuem hábitos noturnos, saindo à luz do dia somente quando sua população aumenta muito e há insuficiência de alimento. O canibalismo é prática comum numa colônia de ratos, ocorrendo com o intuito de eliminar ratos doentes ou machucados ou mesmo filhotes de outras colônias.

Os ratos não admitem que outro penetre em seu território, combatendo-o de forma feroz. Seus órgãos sensoriais são bastante desenvolvidos, porém enxergam mal, não percebendo cores, apenas variações entre claro e escuro. São onívoros com preferência por alimentos gordurosos, comendo por volta de 20 a 30 gramas por dia e bebem de 15 a 30 ml de água por dia. São ótimos nadadores, podendo permanecer bom tempo submersos, além de muito ágeis. Geralmente habitam terrenos sujos e abandonados, redes de esgoto, margens de córregos, depósitos de lixo e afins, podendo viver em tocas e buracos no solo.

Dentre as espécies que causam prejuízos ao homem, podemos destacar as ratazanas, o rato de telhado e os camundongos, sendo assim, consideradas espécies domiciliares.

Ratazana ou rato de esgoto (Rattus norvegicus): prefere dominar o nível do solo, onde escava e habita tocas e túneis. Seu tamanho médio é de 45 cm e seu peso varia entre 120 e 500 gr.

Habitam locais úmidos, ao lar livre, em tocas que fazem na terra, margens de rios, em lixo empilhado e debaixo de construções. Podem também ocupar áreas de esgotos, lixeiras, caves de habitações, armazéns, quintais e áreas agrícolas.

Rato-preto ou rato-de-telhado (Rattus rattus): corpo esguio com 20 cm de comprimento, podendo pesar de 100 a 350 gramas. Pelagem delicada e dorso preto ou cinza, orelhas e olhos grandes e salientes em relação à cabeça. As patas com calos estriados e sem membranas interdigitais, cauda fina em chicote com poucos pelos medindo 19 a 25 cm. As fezes têm pontas afiladas e são grandes, com cerca de 1 cm.

Vivem em locais altos como forros e possuem grande habilidade em escalar paredes e estruturas. Podem subir pelo interior e exterior de canos ou calhas verticais e equilibrar-se sobre cordas, fios e canos.

Camundongo (M. musculus): o menor e mais frágil dos três consegue sobreviver aproximando-se ao máximo do Homem, inimigo natural, reconhecido e atávico dos ratos, compartilhando com ele seu próprio "habitat" e fazendo seus ninhos em gavetas, armários, etc.